Os portos de Santa Catarina já sentem os efeitos da paralisação.
Empresários aguardam a liberação de 70 mil toneladas de produtos. A greve dos fiscais agropecuários federais completa nove dias nesta terça-feira (26). Os reflexos do movimento já podem ser sentidos nos portos de Santa Catarina.
Mais de três mil containeres, principalmente com carne suína e aves, lotam os pátios do porto de Itajaí. As exportações estão em ritmo lento desde a semana passada, quando começou a greve.
Enquanto os empresários aguardam a liberação de 70 mil toneladas de produtos, eles somam os prejuízos. "Em torno de US$ 35 milhões em função da movimentação de carne nas indústrias e daquelas mercadorias que estão no porto e não estão saindo para a exportação", afirma o diretor do Sindicarne, Ricardo Gouvêa.
Os fiscais exigem do governo federal o cumprimento de um acordo firmado em 2005, que previa reajuste salarial, reestruturação do plano de carreira e realização de concurso. Os fiscais se comprometem a trabalhar com, pelo menos, 30% da capacidade.
Mas com ritmo lento, as indústrias já pensam em tomar medidas emergenciais. "Cessar o abate e a gente vê que o problema vem em cadeia e vai acabar prejudicando o produtor porque vai ter de ficar com o animal, aí entra custo e o problema vai se agravar, com certeza", descreve o secretário de Agricultura de Santa Catarina, Antônio Ceron.
O Ministério da Agricultura ainda não tem um levantamento dos prejuízos causados pela greve. Ainda segundo o Ministério, nesta semana fiscais agropecuários devem ser deslocados para os locais onde a paralisação estiver mais crítica, como nos portos e fronteiras. |